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sábado, 5 de novembro de 2011

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domingo, 11 de setembro de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO. ATUALIDADES, E DIFICULDADES NAS SALAS DE AULA.

UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO. ATUALIDADES, E DIFICULDADES NAS SALAS DE AULA.
Jones D’ Arques de Souza1


A função educativa na atualidade tem exigido cada vez mais dos educadores uma melhor formação, métodos de ensino diferentes, capacidade para tratar e falar de assuntos variados, além, é claro, das questões emocionais dos educandos. Em todas estas questões o professor precisa atuar, de fato, como educador e dominar um pouco de outras áreas de conhecimento e, sobretudo, a psicologia. Este quadro atual das nossas Escolas tem colocado uma dificuldade muito grande na atuação de todos os docentes. E estes educadores e educadoras não tem sido amparados diante de suas dificuldades, porque a estes não são dadas as oportunidades de formação adequada ao processo de ensino aprendizagem atual, as questões das suas salas de aula muitas vezes lhes são completamente desconhecidas.
Em grande parte vemos estes educadores despreparados para entender e ajudar os seus alunos nas suas aflições escolares, até mesmo porque muitas das questões destes educandos transcendem as classes escolares. A introdução da informática na vida das pessoas e na sociedade trouxe muitos benefícios. Na contramão ficou a Escola, com seus métodos antigos, com seu sistema tradicional e que não permite realizar mudanças com a rapidez exigida pelos meios tecnológicos. Os meios tecnológicos trazem para as salas de aula um componente dificultador maior que os benefícios iniciais. O uso indiscriminado de aparelhos como: I-pods, Mp4, celulares, etc, dentre tantos outros aparelhos eletrônicos, com toda certeza são benéficos, mas nas salas de aula trazem mais malefícios que benefícios, atrapalhando a fixação do aprendizado. Como deve, pois o professor (a) atuar diante destes dilemas? Refletindo continuamente sobre o seu modo de atuar como educador que é, renovando os métodos nos quais exerce a sua função, buscando uma formação continuada. No entanto, ao buscar proceder desta forma verá que outras dificuldades existiram. As questões salariais aparecem aqui como um delimitador muito sério para a reciclagem dos docentes. É, portanto de uma urgência inegável, a necessidade da participação governamental para a solução dos problemas que atingem as classes escolares e as Escolas de uma forma avassaladora.
Precisamos dar soluções para estes dilemas enfrentados por professores e alunos em sala de aula. E para chegarmos a algum resultado temos de melhorar a formação docente e também as condições do ensino de uma forma geral. Visando o fornecimento de reflexões, que sejam capazes de auxiliar na tomada de uma posição por parte dos educadores (as), assim buscamos nestas reflexões mostrar uma parte dos fatores geradores das dificuldades da sala de aula. A sociedade mudou, as pessoas mudaram e os nossos Educandos não são os mesmos de décadas atrás. Existem hoje outras necessidades que precisam fazer parte da Educação escolar. As classes escolares clamam por mudanças. Estas até tem acontecido, no entanto ainda de forma muito lenta, consequentemente, não acompanhando as transformações processadas no tecido social. Na função educativa temos e devemos buscar ferramentas educacionais que alcancem os sentimentos de nossos educandos. Esta busca se mostrará eficiente em sua função quando o aluno aprender devidamente os conteúdos a ele ministrados. O educador deve ter em seus métodos o afeto necessário à fixação do que pelo próprio é ensinado. Nesses dias, onde o aluno ao entrar em sala de aula, já está querendo sair, pois, acha desnecessário o que a ele é ensinado. Considera todos os exercícios um enfado e, certamente, gostaria e queria estar em uma lan house jogando seus preferidos vídeo games, trocando mensagens em um MSN, ou em seu Orkut. Na contramão dos fatos atuais encontra-se a escola com seus quadros negros, exercícios que não se mostram parte da vida do educando e de sua realidade.
Os educadores, infelizmente, também corroboram para que esta visão, dos seus alunos, se concretize. Ao dissociarem os conteúdos ensinados do dia-a-dia, da prática de vida de cada um dos educandos, faz com que estes não encontrem o verdadeiro significado da Escola em suas vidas, não conseguindo deixar bem claro este significado, logo estes alunos voltarão sua atenção para algo mais ‘atrativo’, as salas de bate papo on line e outros recursos tecnológicos da atualidade. Ao não construir um currículo que contemple a atualidade, com a facilidade trazida junto com a democratização da informática, a ampla divulgação das noticias e a consequente transformação do mundo pelas mesmas, não visualiza as necessidades de um mundo dinâmico o qual muda a todo instante. Ao proceder desta forma torna sua função sem a devida importância para seus alunos.
Como tornar a Escola atrativa? A esta pergunta poderemos acrescentar inúmeras respostas. Informatizar, melhorar a qualidade do corpo docente, acrescentar à sala de aula recursos áudio visuais e multimídia é uma maneira moderna de envolvimento discente. As propostas educacionais normalmente vêm de cima para baixo, em uma ordem totalmente inversa do que seria natural. Sem a participação dos professores, diretores e demais trabalhadores da Escola estas propostas jamais coincidirão com as reais necessidades complexas de alunos e educadores, gerando uma Educação aquém das expectativas de ambos os protagonistas.
A história da Educação nos mostra o quanto foi transformada e modificada a Pedagogia ao longo dos últimos séculos. De uma Educação jesuítica, embasada na educação religiosa, repressora, com uma visão claramente elitista, para uma democratização do ensino, passando a ter uma visão universal onde de todos tem o direito a Educação Escolar. Mas, uma Escola onde se obriga educar a todos, sem distinções, ainda em nossos dias é inexistente. O que dizer então do Educador neste quadro? Logicamente, não houve o devido preparo, a devida formação e qualificação dos quadros dos Trabalhadores e mesmo a formação docente ficou na obrigação de cada um educador se formar.
Temos tido ao longo desse tempo, principalmente nas décadas mais recentes uma busca, um incentivo pela qualificação docente, sem, no entanto torná-la uma política de Estado. Hoje toda a formação docente esta a cargo do educador. O Estado nem mesmo tem um plano de valorização dos quadros formados. Hoje não podemos e não devemos ter uma visão romântica de nossas salas de aula. A realidade é outra. E, é bem diferente de épocas passadas. Hoje, as famílias ou são ausentes ou colocam seus filhos na Escola para terem uma Educação escolar e familiar, o que é totalmente errado. A escola não substitui a família. Este quadro da Escola, do Discente e dos Educadores, já seria o suficiente para termos a necessidade de uma formação mais ampla. No entanto, com as necessidades tecnológicas do trabalho, das patologias advinda de uma vida turbulenta e cheia de muitas responsabilidades, que normalmente acabam por levar a um quadro de stress, consequentemente, a alterações neurológicas sérias. Os Educadores estão expostos a todos estes fatores patogênicos, inerentes a uma função que nos últimos tempos se tornou de risco, necessitando logo, de uma formação que o ampare no trato com este quadro Educacional, os problemas de seus Educandos e as situações familiares por eles vividas. É, pois, necessário buscar na psicologia da Educação, na psicomotricidade, dentre outras existentes, a qualificação para o trabalho com todos estes alunos, seus dilemas e déficits de aprendizagem. Não podemos, nem devemos pensar que esta situação venha a se concretizar. No entanto, a atual situação vivida em nossas salas de aula começa a ganhar contornos insustentáveis, e inimagináveis, onde em vários pontos de nosso país observamos professores e professoras acalentando a ideia de abandonar o magistério. Outras profissões na sociedade possuem um alto conceito junto à população e ao público em geral. Médicos, advogados e engenheiros todos possuem condições de trabalho bem mais elevadas que os professores, como salas climatizadas com materiais apropriados para a sua profissão, o que está na contramão da educação. Portanto, as condições de trabalho são as mais difíceis possíveis, com salários baixos e atrasados dentre outros contratempos que contribuem para agravar o quadro de abandono generalizado da Educação em nosso país. O sistema de Ensino particular também não escapa destas problemáticas, porque também tem suas ‘escolas’ e ‘jardins’ sem regularização e quando regularizado, as condições salariais são escandalosas. Portanto, para estas condições e ‘patrões’, acreditam, não existe Educação sem professor.


PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO; DIFICULDADES; ORKUT; IPOD; MP4.